A 3D World, uma das maiores revistas de computação gráfica do mundo, publicou seu review do V-Ray 3.5. Spoiler: tirou a nota máxima.

Este review foi escrito pelo artista Cirstyn Bech-Yagher e publicado na edição de julho de 2017 da revista 3D World, sendo traduzido para o português pelo V-Ray Masters com exclusividade.

Aparentemente, todo mundo, da Allegorithmic à Chaos Group, só pensa em velocidade hoje em dia. Vendo os resultados, ainda bem!

É provavelmente por isso que o veterano renderizador V-Ray se tornou um monstro de veloz.

Um dos mais antigos renderizadores por aí, o V-Ray continua mostrando que merece suas honrarias como o padrão da indústria, de archviz a filmes. A inovação e esforço colocados no V-Ray 3.5 para 3ds Max não é exceção.

Chegando com uma longa lista de novas features, de profundas otimizações em interface e GPU, adaptive lights, novos materiais a melhor funcionalidade em VR, ele traz uma novidade pequena mas que muitos de nós irão amar: o dongle agora é opcional!

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Uma das novidades do 3.5 é uma repaginada profunda no render via GPU e as novas funcionalidades que vêm com ela como adaptive lighting, ou velhas funcionalidades de CPU que agora estão disponíveis para quem quer usar sua placa gráfica para render, como masking, luzes direcionais, ou o utilíssimo shadow catcher. Além disso, a melhora na velocidade é incrível: quando testado em um setup até que modesto, tudo da Evermotion a cenas próprias renderizaram mais rápido do que no 3.4. Muito mais rápido. Se já era bem rápido na minha workstation mais básica (com uma 970 GTX e alguns problemas de memória), ele basicamente voou no meu box W9100.

O aumento de velocidade se dá ao fato de que o 3.5 agora usa mip-mapping e é channel-aware, o que significa que vai ignorar canais desnecessários em texturas. Nem preciso dizer que o escalonamento de texturas baseado no ângulo da câmera pode economizar um monte de tempo e memória – em alguns casos, diminui para 30 a 50% do tempo de render de uma cena, dando aquele famigerado olhar de “challenge accepted” para renderizadores GPU como Redshift e Arnold.

Novas setagens de luz

Além das novidades para GPU e otimizações, o 3.5 também apresenta uma nova e muito mais veloz funcionalidade para iluminação na forma do Adaptive Lighting. Baseado no algoritmo de probabilistic lights do 3.0, ele calcula quais luzes têm mais chances de afetar um determinado ponto, baseado no pass de light cache do GI. Como este método é mais rápido e fácil de usar (e menos chato de mexer do que o probabilistic), ele melhor drasticamente os tempos de render em cenas com muitas VRayLights, como paisagens noturnas de cidades ou interiores iluminados por velas. Juntamente com o novo Interactive Production Renderer (IPR) e a UI que o acompanha (completa com efeitos instantâneos de bloom e glare e outros efeitos), torna o render de cenas com uso intensivo de bokeh em particular muito mais rápidas e fáceis.

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V-Ray também não trava mais sua máquina enquanto renderiza: graças à habilidade de setar prioridades mais baixas junto ao processador (Low Thread Priorities) e de retomar um render posteriormente (resume rendering), você pode continuar usando seu computador enquanto renderiza.

Com novas features como Aerial Perspective, que permite que você veja objetos que estão longe numa paisagem com uma certa névoa, novo suporte ao formato MDL de materiais da nVidia, implementação do popular alShader, Forest Colour e o movo e fisicamente correto Glossy Fresnel no VRayMtl, é difícil achar uma falha neste release. Eu experimentei um certo engasgo quando testei o Forest Colour na GPU, não sei ao certo se foi algum problema de sincronização ou outra coisa. Mas aconteceu em ambas máquinas que utilizei.

É uma pena que um software tão grande e popular não ofereça uma opção mensal para pequenos freelancers agora que o dongle se foi

Espero que a Chaos Group implemente um regime de pagamentos similar ao do Corona ou Substance em algum momento, assim poderíamos alugar licenças agora que o dongle não é mais necessário. O preço de 750 Euros (USD 1,200.00 no Brasil) é certamente meio salgado para pequenos freelancers fazendo archviz.

Entretanto, é difícil hesitar ao recomendar este premiado padrão da indústria a qualquer um que esteja procurando um renderizador e possa pagar.

Veredito: ★★★★★

 

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Escrito por Rick Eloy

Arquiteto, marketeiro, profissional 3D e professor.

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