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Com quase duas décadas de experiência, Victor Erthal tem um currículo invejável. Dono de uma longa carreira internacional, com passagens pelas maiores empresas de arch viz do planeta, Victor é um daqueles nomes que, se não são reconhecidos de primeira aqui no Brasil, não podem faltar em nossas listas de referências.

Convidado para inaugurar o V-Ray Master Talk, Victor conta mais sobre sua carreira nesta entrevista exclusiva que você confere abaixo.

1) Conte-nos um pouco sobre sua trajetória: como você iniciou seu trabalho com CG? (quando começou, como começou, etc)

Comecei a me interessar na infância. Lembro de ter visto na Tv um curta da pixar ( tin toy) e eu não sabia exatamente o que era aquilo mas só sabia que aquilo me fascinava. Muito mais tarde, na faculdade, comecei a ver algumas coisas em 3d e me interessei muito. Acabei estudando o3d max na versão 1 e não parei mais.

2) Possui um background acadêmico? Qual?

Sim. Me formei em arquitetura em 2000 pela universidade santa ursula no Rio de Janeiro.

Na época, com pouca ou nenhuma disponibilidade de internet, os recursos para quem queria aprender um software eram limitadíssimos. Por sorte, comecei a estagiar em uma empresa onde conheci o Fernando Gabriel, atualmente sócio da Domus. Ele me ensinou o básico do MAX e , por pura curiosidade, continuei a tentar entender melhor o programa.

A empresa em que estagiava fazia muitos projetos urbanísticos e um deles exigia em algumas etapas uma apresentação para a população. Foi então que surgiu a oportunidade de realmente fazer o primeiro trabalho em 3D.

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3) Onde você trabalha atualmente? (produtora, freelance)

Atualmente sou o diretor da Squint|Opera no Brasil. Estamos tanto captando quanto executando trabalhos no país.

O mercado nacional no momento não tem nem de longe suprido as nossas necessidades, mas conseguimos complementar captando excesso de trabalho de outros polos, como Reino Unido e Austrália.

4) Quais ferramentas você usa em sua produção no dia a dia? Por que?

O básico seria 3dsmax, V-Ray e Photoshop. Mas, assim como pra muita gente que trabalha no ramo, temos que nos atualizar a cada dia. Atualmente tenho usado demais o Forest Pack e RailClone. São ferramentas fantásticas que agilizam muito a criação de assets. Dentro da estrutura da Squint|Opera, também temos uma série de scripts personalizados para facilitar tarefas repetitivas, como o render de animações com GI no V-Ray.

5) Seu trabalho hoje consiste mais em quê? (Animação, personagens, arch viz, publicidade…)

Em sua grande maioria, archviz. Também uso parte do meu tempo em “biz dev” (business development) mas este papel acaba sendo mais feito por meu sócio.

6) Quais são os maiores desafios que você encontra no seu dia a dia profissional? Por que?

Atualmente, acho que a maior dificuldade e não deixar a qualidade cair e, ao mesmo tempo continuar acompanhando as novas tendências e tecnologias. Acho que o nível técnico geral aumentou muito e achar o diferencial é muito importante para continuar relevante. Tenho visto um nível de qualidade assustador vindo da nova geração de artistas que se forma a cada dia. Obviamente isso é mito bom porque “força” o artista a continuar se aprimorando e evoluindo. Acho que se você olhar para seu portfólio de 10 anos atrás e achar bom, você não evoluiu.

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7) Como é o seu workflow? (Como um trabalho é iniciado até o resultado final, resumidamente)

Meu workflow muda muito de um dia para o outro atualmente. Tenho que ajustar a maneira de trabalhar constantemente para me adaptar às necessidades específicas do projeto e do cliente. Por exemplo, dependendo do tipo de arquivo com o qual o cliente trabalha ou com a quantidade de detalhe existente no design, tenho que ajustar não só tecnicamente, mas também a maneira de interagir com o cliente.

8) Qual trabalho seu te dá mais orgulho? Por que?

Acho que tenho um enorme orgulho das pequenas cenas de efeitos feitas pro documentário “O enigma da Esfinge”. A qualidade final do trabalho não é nem de longe o que gostaria, mas o processo do projeto foi muito bacana e o fim era legal. Digo isso no sentido de que, desta vez, não estava tentando vender algo. O produto final tinha um propósito totalmente educacional, e acho que isso influencia muito o nível de satisfação que tenho.

9) Se pudesse fazer algo diferente em sua carreira, o que seria? Por que?

Acho que teria dado um foco maior em VFX no início da carreira. Acho o trabalho menos repetitivo e mais estimulante em VFX do que em Arch Viz.

10) Por fim, que conselho você daria para quem está começando na área?

Ainda dá tempo de fazer faculdade de Economia. :-p

 

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Escrito por Rick Eloy

Arquiteto, marketeiro, profissional 3D e professor.

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