O fundador da Steelblue, O’Brien Chalmers, explica como sua empresa de comunicação foi além do físico em direção ao virtual

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Artigo publicado originalmente na V-Ray Magazine

São Francisco está passando por um boom imobiliário no momento. A paisagem da City by the Bay está dominada por enormes guindastes levantando mega-estruturas. Posicionada bem no centro dessa expansão urbana está a Steelblue, uma agência criativa especializada em marketing visual estratégico – de fato, a visualização de praticamente  todos os novos edifícios tem a sua mão.

“A velocidade com a qual novos empreendimentos estão vindo para São Francisco é algo que nunca vimos,” explica O’Brien Chalmers, fundador e presidente da Steelblue. “Nós literalmente estamos cercados por canteiros de obra – e muitos dos nossos maiores clientes. Não há nada melhor do que receber um telefonema e poder aparecer na porta do cliente 5 minutos depois.”

A expansão vertical de São Francisco deu tanto para a Steelblue quanto para os arquitetos da cidade a maravilhosa oportunidade de explorar e inovar com novas maneiras de trabalhar. A cidade em si tem uma dualidade como nenhuma outra – o distrito de Haight-Ashbury é considerado o berço da contra-cultura, mas viaje para o sul rumo ao Silicon Valley e você pode trombar com algum bilionário CEO de uma empresa de tecnologia.

É uma justaposição que é mais gritante no centro da cidade – a arquitetura aqui é talvez a fusão máxima entre design e ciência. “Nós vemos aqui uma incrível oportinudade para inovar” diz Chalmers. “A melhor parte disso é que nossos clientes querem investir na exploração de arte e tecnologia, qualquer coisa que os permita diferenciar seus projetos da concorrência.’

Como resultado, a Steelblue usa tecnologia de ponta para criar pré-visualizações de edifícios. Já exploraram a impressão 3D com um modelo em escala de São Francisco, completo com prédios intercambiáveis no melhor estilo LEGO e projeções interativas. E, agora, está saindo do físico em direção ao cyberspace, empregando os novos headsets de Realidade Virtual.

“Pegamos o Oculus Rift durante a campanha inicial no Kickstarter em 2012,” explica Chalmers. “Somos contadores de histórias e estamos sempre buscando criar novas e interessantes experiências com nossos clientes, então VR era uma progressão natural na evolução de nosso arsenal. O apetite das pessoas por experiências mais ricas e inclusivas está crescendo, o que faz com que a habilidade de controlar essas experiências seja ainda mais interessante. Sempre haverá lugar para interação passiva com renders e filmes, mas ao fazer os projetos mais interativos você encoraja um novo tipo de experiência que é muito valiosa no processo de comunicação.”

Inicialmente desenvolvido com games em mente, os aparelhos de realidade virtual foram adotados por outras indústrias tal como a de visualização arquitetônica, assim como televisão e cinema. E apesar de serem arenas diferentes, seus objetivos são os mesmos: fazer o cliente ou jogador ou plateia sentir como se a tecnologia não mais existisse e eles estivessem presentes dentro de um mundo imaginário.

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“Quando você esquece que está vestindo um aparelho e consegue navegar pelos mundos de forma intuitiva, quer dizer que fizemos nosso trabalho direito,” diz Chalmers. “A outra parte é ser capaz de experimentar esses mundos com outras pessoas ao mesmo tempo.  A experiência comum, compartilhada de espaços 3D é um prospecto bastante excitante, ao qual estamos extremamente atentos.”

É claro, uma sombra fora do lugar ou uma textura em baixa resolução podem rapidamente tornar o sonho da realidade virtual em um pesadelo. Felizmente, as capacidades de renderização virtual do V-Ray garantem que prédios de faz-de-conta se pareçam exatamente iguais aos reais. O software é parte do coração da Steelblue, e a empresa é só elogios.

“O número de pessoas em nossa equipe que tem respostas diretas e rápidas vindas de Vlado é sem precedentes,” diz Chalmers. “A equipe da Chaos Group é bastante ativa com artistas e desenvolve ferramentas com seus desafios em mente. Um diretor de nossa empresa comentou recentemente que ‘o V-Ray é rápido não só no render, mas também na inovação.’”

Entretanto, Chalmers diz que as ferramentas não importam tanto quanto o resultado final. Realidade virtual é – tal como impressões 3D, mock-ups em Photoshop ou plantas desenhadas à mão – apenas mais uma ferramenta que pode ser usada por artistas talentosos para explicar e explorar ideias e conceitos.

“Para nós, artistas, as ferramentas são importantes,” ele explica. “Mas seja a foto tirada por um drone ou um balão, se seu ambiente é em CG ou real, até se você estiver usando pessoas filmadas em fundo verde ou o mais recente software de simulação de multidões 3D, ferramenta real-time X ou Y… Não importa. São ferramentas para ajudar a contar uma história e a tecnologia o está facilitando, tornando a história ainda mais importante.”

O processo de criação de visualizações arquitetônicas muda tão rápido quanto a paisagem de São Francisco. A Steelblue se orgulha de estar no coração deste frenesi de atividade – tal como um pequeno mas firme farol em um oceano tempestuoso. E, com oito anos à frente da companhia, Chalmers acredita ter encontrado uma postura vencedora tanto para possíveis clientes quanto para sua equipe.

“Somos pequenos o suficiente para sermos capazes de prover um alto nível de personalização de serviço em cada projeto e profundo o suficiente para respondermos a uma gama complexa de desafios que nossos clientes nos trazem,” ele diz. “Um projeto constante meu do qual estou muito orgulhoso é a equipe que conseguimos criar na Steelblue. Quando comecei esta empresa, um objetivo era me cercar de pessoas talentosas, criativas, artísticas, brilhantes e divertidas. Feito. E, por falar em times incríveis, nós estamos contratando…”

Escrito por Rick Eloy

Arquiteto, marketeiro, profissional 3D e professor.

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